O Karaté e o pseudoexotismo

O Karaté e o pseudoexotismo

O desporto, pese embora a sua diversidade, não é menos importante que qualquer uma das restantes situações da vida, sendo que a integra.

Não é necessário falar reiteradamente na resignação, na perseverança, e na restante panóplia de caraterísticas que consideramos as10513378_825406880824978_1583628313098661151_nsociadas ao desporto, e essencialmente ao Karaté, como é o caso. Acima de tudo, devemos considerar o ser social, independentemente das circunstâncias físicas, um perseverante “reiterador” de comportamentos com vista à prossecução de determinada atividade, física e/ou mental, determinado à consecução de objetivo conciso. É verdade que deve ser esmeradamente apreciada tal labuta, que redundará em frustração sobretudo por situações endógenas, designadamente quando o transmissor e avaliador de conhecimentos lhe corta o estímulo. Este sujeito, um convencido exacerbante de supremacia, quando assim atua em plena desadequação, está a coartar uma liberdade intrínseca que se consubstancia na violação da sacralidade e inviolabilidade da pessoa humana. Para não sair à regra, esta é mais uma das situações que deve conduzir à reflexão consistente e convolante do bem estar social do indivíduo.

Já me disseram que o Karate era a vida, mas o nosso entendimento não caminha em tão sublime sentido – o Karate é um desporto que deve ser praticado a título residual na nossa vida, com exceção dos casos que envolvem uma relação de comercialidade (mestres pragmáticos). Mas aqui, não é a vida naquele sentido espiritual que erradamente se lhe assaca. Se não fossem as lacunas das pessoas e a sua introversão, estaríamos perante mais uma situação da vida que merecia certamente a pena viver!

Por isso ora apelamos à crítica concertada, rececionada e convertível.

Ora, se a relação entre mãe e filho deve ser o exemplo e a plasmação da virtude, a relação entre mestre e aluno deve configurar o respeito no seu apogeu. Quando assim não é, impera a desvirtude! E o que corporifica ou está subjacente ao Karaté, está na base da pirâmide, na insuficiência do mundo, porque o respeito é prévio e consequente, e não espontâneo e subsequente – quem semeia e não segura, poderá colher amargura!…

 

Sobre Antonio Soares da Rocha

Antonio Soares da Rocha
O autor tem uma experiência superior a 30 anos como funcionário da Autoridade Tributária, passando por todas as metamorfoses da carreira até ocupar funções de jurista e representante da Fazenda Pública. Em período precedente estivera ligado ao setor das telecomunicações, à mediação e direito dos seguros. Terminou a licenciatura em direito na Universidade Lusófona. Adquiriu a qualificação de Mestre em Direito na Universidade Católica com a defesa da tese na área do Direito Fiscal, e publicada pela editora daquela Universidade em Portugal e Brasil. Investigador da Universidade do Minho, tem defendido como congressista temas científicos em universidades de renome. É autor de algumas obras com edições continuadas, designadamente “Oposição vs Impugnação Judicial”, “O Essencial sobre o Arrendamento Urbano” e “Minutas e Formulários – Anotados e Comentados”. Em termos desportivos, é praticante de Karate Goju-Ryu e treinador reconhecido pelo IPDJ. Embora tenha iniciado essa prática com referência à linha do Mestre Taiji Kase, viria a ser consagrado cinto negro na vertente de Karate Shotokan pelo Mestre Hiroku Kanazawa em 1999, e posteriormente, pelo estilo que ora pratica, da linha Okinawa Goju-Ryu Karatedo Kyokai.

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