Que maçada…

Que maçada…

SIGNIFICADO: Contratempo; chatice.
ORIGEM:  Nos tempos áureos das conquistas efetuadas pelo Império de Roma, existia uma zona prevista também para conquista, sita perto do Mar Morto, e que se designava Massada.
Esse local era habitado por um povo designado Zelotos que, apercebendo-se da ameaça dos soldados romanos, fecharam-se num templo onde julgavam furtar-se às tropas adversárias.
Os romanos não perderam tempo para começar a destruir o local onde se encontrava escondido o povo ali residente. Em contrapartida, a posição destes seria adotar uma solução urgente em abono da sua defesa.
Com a nítida perceção de que não poderiam vencer, adotaram uma solução que muito provavelmente lhes iria diminuir o sofrimento, evitando o irrefutável confronto com os soldados adversários – O SUICÍDIO COLETIVO.
Daí a génese da palavra maçada, a grande chatice pela qual tiveram que passar os Zelotos. Com a origem etimológica da palavra, passou a escrever-se maçada e não massada, que correspondia ao nome daquela terra.

Sobre António Maria Barbosa Soares da Rocha

António Maria Barbosa Soares da Rocha
O Autor obteve o grau de Doutor em Direito pela Universidade de Salamanca (Derecho Administrativo, Financiero y Procesal), no programa de doutorado "Administración, Hacienda y Justicia en el Estado Social", com a tese subordinada ao tema «O representante da Fazenda Pública no Processo Tributário». Como investigador, defendeu temas científicos em universidades de renome, designadamente no I Congresso de Investigadores Lusófonos e no I Congresso de Derecho Transnacional. Consagrou-se Mestre pela Universidade Católica na área do Mestrado Geral em Direito, com a defesa da tese subordinada ao tema «Oposição Vs Impugnação Judicial», publicada pela editora daquela Universidade em Portugal e Brasil. Terminou a licenciatura em direito na Universidade Lusófona, embora a tivesse iniciado na Universidade de Coimbra onde concluíra o 2.º ano de direito. É blogger e youtuber, autor das obras com edições continuadas “Oposição Vs Impugnação Judicial”, “O Essencial sobre o Arrendamento Urbano”, “Minutas e Formulários - Anotados e Comentados” , “A Demanda e a Defesa nas Execuções Cíveis e Fiscais” e "Manual do Regime Jurídico do Arrendamento - A Narrativa, a Ciência, o Pragmatismo e o Pleito, no Arrendamento". O autor tem uma experiência superior a 30 anos como funcionário da Autoridade Tributária, passando por todas as metamorfoses da carreira até ocupar funções que se coadunam essencialmente com o direito. Em período precedente estivera ligado ao setor das telecomunicações, e de forma mais acentuada à mediação e direito dos seguros. Em termos desportivos, é praticante de Karate Goju-Ryu e treinador reconhecido pelo IPDJ. Embora tenha iniciado essa prática com referência à linha do Mestre Taiji Kase, viria a ser consagrado cinto negro na vertente de Karate Shotokan pelo Mestre Hiroku Kanazawa em 1999, e posteriormente, pelo estilo que ora pratica, da linha Okinawa Goju-Ryu Karatedo Kyokai.

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2 Comentários

  1. Permita-me discordar desta ligeira abordagem à origem da expressão. Maçada tem sim origem numa arma medieval chamada maça, uma forma de clava com terminação em esfera ou pera provida de picos metálicos. Servia sobretudo para abrir cabeças, o que era de facto uma chatice. Tentar justificar a expressão com os Zelotas e o seu templo de Massada parece-me um tanto imaginativo, senão, porque existiria a expressão só em português?
    Cmpts

  2. rochasbma

    Boa tarde, Rui

    Fico reconhecido com o seu pertinente comentário. E acredite, que estes serão sempre muito bem vindos.
    Devo no entanto acrescentar, que não nego a natureza da sua fonte, assim como a minha, nem me revejo a ser imaginativo nas atuais circunstâncias. Fica contudo o seu comentário, que ajuda a esclarecer todos os leitores e inclusive a mim, pois passarei a dizer que, segundo um leitor eloquente, existe outra interpretação. Obrigado.
    Cumprimentos