Ficar a ver navios

Ficar a ver navios

Significado: Deceção; não ter o que se deseja.

Origem: Todos nós ouvimos já falar no Rei D. Sebastião, o qual perdeu a vida na batalha de Alcácer Quibir – Marrocos, em 1578.

Mas, com a convicção que aquele monarca tinha e demonstrava, a generalidade das pessoas não queria acreditar no sucedido.

Então, era muito frequente haver pessoas, os designados “mirones”, que do Alto de Santa Catarina, ficavam a olhar para os navios, sempre na expetativa que o Rei aparecesse.

Para além dos mirones, havia aqueles que faziam o inverso – não iam ver e criticavam os que alimentavam a esperança que o monarca estivesse vivo, e teriam o prazer de ser os primeiros a avistar a sua figura.

As críticas eram mais ou menos do seguinte teor “Oh!…, lá vai aquele ver navios…”; “então?!…, vais ver navios?…”; “Fulano ficou a ver navios…”, etc.

É claro que o Rei não iria aparecer, pelo que, o mais adequado seria efetivamente dizer que se ia vez navios e não a chegada do Rei.

Esta expressão, como é comum relativamente a todas as outras, generalizou-se e difundiu-se através das gerações, sendo ainda hoje utilizada – FICAR A VER NAVIOS.

Sobre Antonio Soares da Rocha

Antonio Soares da Rocha
O autor tem uma experiência superior a 30 anos como funcionário da Autoridade Tributária, passando por todas as metamorfoses da carreira até ocupar funções de jurista e representante da Fazenda Pública. Em período precedente estivera ligado ao setor das telecomunicações, à mediação e direito dos seguros. Terminou a licenciatura em direito na Universidade Lusófona. Adquiriu a qualificação de Mestre em Direito na Universidade Católica com a defesa da tese na área do Direito Fiscal, e publicada pela editora daquela Universidade em Portugal e Brasil. Investigador da Universidade do Minho, tem defendido como congressista temas científicos em universidades de renome. É autor de algumas obras com edições continuadas, designadamente “Oposição vs Impugnação Judicial”, “O Essencial sobre o Arrendamento Urbano” e “Minutas e Formulários – Anotados e Comentados”. Em termos desportivos, é praticante de Karate Goju-Ryu e treinador reconhecido pelo IPDJ. Embora tenha iniciado essa prática com referência à linha do Mestre Taiji Kase, viria a ser consagrado cinto negro na vertente de Karate Shotokan pelo Mestre Hiroku Kanazawa em 1999, e posteriormente, pelo estilo que ora pratica, da linha Okinawa Goju-Ryu Karatedo Kyokai.

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