A sociedade, a crise, as taxas – imputação real.

A sociedade, a crise, as taxas – imputação real.

O Einstein era um idiota como eu. Também sei filosofar sobre a crise, mas francamente…, não tenho a solução. Por isso, quando vejo que não posso ajudar, embora entenda que o tenha feito à minha maneira, designadamente contribuindo de forma… compulsiva porque me tiram parte do salário e me aumentam os encargos sem me consultarem previamente, fico em silêncio, que é a melhor das soluções. Quem não ajuda, como in casu, os mortos famosos, que não venham atrapalhar também. De anacronismos está o mundo cheio, e já deveríamos ter acabado com o produto do 25 de Abril, como são exemplo a maior parte dos políticos que temos – há muita gente inteligente que nem sequer tem a oportunidade de dar o seu contributo para este país; nenhum governo tem a coragem de alterar o regime parlamentar; dão missivas entre órgãos e não têm a coragem de se enfrentar e tomar decisões concertadas. O que sabemos, é que estão todos ricos. RESSUSCITEM LÁ O EINSTEIN, que eles despacham-no num ápice.
Os comentários sobre este tema têm alguma precedência reconhecida por pessoas cognoscitivas, mas infelizmente não têm surtido efeitos na esfera política pós 25 de Abril. Apenas acrescento, que de facto estamos perante um problema, para a resolução do qual deveriam participar proporcionalmente todos os parceiros sociais. Mas as instituições têm uma organização específica, e por arrastamento, uma responsabilidade acrescida em relação ao cidadão comum. O que efetivamente se vê, é as instituições continuarem a preocupar-se com os seus membros, referência que também têm dos grupos parlamentares. Por outras palavras, quer em grande, quer em pequena escala, ninguém se preocupa com o bem comum; as cisões prevalecem, os esforços não são conjuntos, todos lutam por interesses particulares dentro das instituições, e depois apresentam argumentos do género “AGORA NÃO CONSEGUIREMOS SOZINHOS”. Mas…, se a culpa não pode ser assacada ao “Povo”, pela má administração do Estado e suas instituições, deveria ser imputada aos responsáveis, a título solidário e/ou subsidiário, pois esta é a regra que vigora na sociedade. Não fosse a dicotomia de privilégios, que libera uns e onera outros, por interesses de índole política, e a crise ficaria resolvida com o sistema da imputação real.
Para além da enorme e desmesurada carga fiscal, vamos criar mais taxas, que assumem mais o cariz de imposto do que propriamente de taxa, e dar uma autonomia às autarquias que não têm a maturidade suficiente para implementar determinadas medidas.
O povo tem culpa dos gastos exagerados, sem qualquer controlo orçamental, e se lhe atribuíram subsídios sem dotação orçamental, quando as receitas previstas são assiduamente ultrapassadas, ano após ano?!!!!
Que me expliquem os senhores da economia e das finanças públicas o que significa orçamento…E se não sabem, vamos chamar os antigos merceeiros e fazer as contas como eles faziam.

Sobre Antonio Soares da Rocha

Antonio Soares da Rocha
O autor tem uma experiência superior a 30 anos como funcionário da AT, passando por todas as metamorfoses da carreira até ocupar funções de jurista e representante da Fazenda Pública. Em período precedente estivera ligado ao setor das telecomunicações, à mediação e direito dos seguros. Terminou a licenciatura em direito na Universidade Lusófona. Adquiriu a qualificação de Mestre em Direito na Universidade Católica com a defesa da tese na área do Direito Fiscal, e publicada pela editora daquela Universidade em Portugal e Brasil. Investigador da Universidade do Minho, defendeu como congressista temas científicos em universidades de renome. É autor de algumas obras com edições continuadas, designadamente “Oposição vs Impugnação Judicial”, “O Essencial sobre o Arrendamento Urbano”, “Minutas e Formulários – Anotados e Comentados” e "A Demanda e a Defesa nas Execuções Cíveis e Fiscais". Em termos desportivos, é praticante de Karate Goju-Ryu e treinador reconhecido pelo IPDJ. Embora tenha iniciado essa prática com referência à linha do Mestre Taiji Kase, viria a ser consagrado cinto negro na vertente de Karate Shotokan pelo Mestre Hiroku Kanazawa em 1999, e posteriormente, pelo estilo que ora pratica, da linha Okinawa Goju-Ryu Karatedo Kyokai.

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