SEM EIRA NEM BEIRA

SEM EIRA NEM BEIRA

Significado: Pessoas sem bens, sem posses.
Origem: Eira é um terreno de terra batida ou cimento, e mais remotamente em pedra, onde se malhava o milho e o centeio, deixando-se os grãos ao ar livre para secar.
Beira é a beirada, ou delimitação, da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos, e o proprietário, ou terá o árduo trabalho de os apanhar, ou então fica sem eles.
Na região nordeste brasileiro este ditado tem o mesmo significado mas outra explicação.
Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado.
As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado triplo, então construíam somente a tribeira ficando assim sem eira nem beira.
No norte de Portugal, nas terras de Cinfães, havia muitas eiras, essencialmente em pedra, com ausência de cimento; no que concerne à beira dos telhados, também existiam, mas sem caleiras.
De todo o modo, “sem eira nem beira”, significa que se tratava de pessoas que não tinham eira, porque também não tinham o milho e o centeio; e a beira, era apenas uma delimitação precária da cobertura das casas.

Sobre Antonio Soares da Rocha

Antonio Soares da Rocha
O autor tem uma experiência superior a 30 anos como funcionário da Autoridade Tributária, passando por todas as metamorfoses da carreira até ocupar funções de jurista e representante da Fazenda Pública. Em período precedente estivera ligado ao setor das telecomunicações, à mediação e direito dos seguros. Terminou a licenciatura em direito na Universidade Lusófona. Adquiriu a qualificação de Mestre em Direito na Universidade Católica com a defesa da tese na área do Direito Fiscal, e publicada pela editora daquela Universidade em Portugal e Brasil. Investigador da Universidade do Minho, tem defendido como congressista temas científicos em universidades de renome. É autor de algumas obras com edições continuadas, designadamente “Oposição vs Impugnação Judicial”, “O Essencial sobre o Arrendamento Urbano” e “Minutas e Formulários – Anotados e Comentados”. Em termos desportivos, é praticante de Karate Goju-Ryu e treinador reconhecido pelo IPDJ. Embora tenha iniciado essa prática com referência à linha do Mestre Taiji Kase, viria a ser consagrado cinto negro na vertente de Karate Shotokan pelo Mestre Hiroku Kanazawa em 1999, e posteriormente, pelo estilo que ora pratica, da linha Okinawa Goju-Ryu Karatedo Kyokai.

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